Benjamin e a Manon


Depois disso, a noite torna-se mais suave. Deixo-me conduzir até à mesa, onde ninguém comenta os meus olhos raiados. A Cassandra pousa-me uma mão no joelho, e consigo sorrir-lhe. Imito os outros quando erguem a taça de champanhe e fico aliviada quando oiço Yann declarar:


- Ao Ben!


Todos repetimos " Ao Ben", com uma certa emoção na voz.


- E à Manon - acrescenta o Richard, mais timidamente.


E todos ecoam as palavras, exceto eu, porque estou demasiada embargada. Prefiro assim, quando não fingimos, quando os convidamos para a mesa. O Benjamin e a Manon.



em "Todos os Amanhãs" de Mélissa da Costa, pág. 137


Advento #8

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