Amor?!


Amor.


Se é que se poderia chamar amor àquele distúrbio, que incluía violência física, manipulação, dependência e subjugação. Um sentimento doença, debilitante e terminal.


O coração da minha mãe traiu-nos, via-se no modo como o olhava enquanto ele lhe descascava uma peça de fruta e como reagia quando ele lhe acariciava os ombros. Nunca me apercebera daquela reação antes, talvez porque quando eles passaram fases boas eu estava demasiado absorvida nos meus dilemas de adolescente, e, depois, os problemas financeiros chegaram e não havia carícias, só gritos, destempero e violência.



em "O Som em Mim" de Iris Bravo, págs 218 e 219

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