Admirável Mundo Verde

(imagem retirada daqui)
Três jovens universitários. Uma causa comum: sensibilizar e contribuir para um planeta mais sustentável. Laura, Billie e Max são mais do que família uns dos outros, estão interligados de forma muito profunda. No entanto, um deles radicaliza-se em prol de um mundo mais verde. Esta radicalização terá impactos significativos nas suas vidas.
Em nome de uma mudança que permita a adoção de medidas ambientais efetivas, inicia-se uma revolução armada que termina na implementação de um estado totalitário e com milhares de mortos. O país é dominado pelas Brigadas Verdes e tudo é controlado, desde o papel, à utilização da eletricidade até ao número de filhos. Qual o destino de Laura, Billie e Max durante e após a revolução?
As questões ambientais interessam-me muito (defeito profissional) e quando vi este livro pela primeira vez, percebi logo que o iria ler, assim que possível.
“Admirável Mundo Verde” levanta inúmeras questões. Será uma distopia? Poderá acontecer em breve? Valerá tudo em nome de um mundo mais sustentável, incluindo atos de violência e controlo total da população?
Este livro é um alerta sobre a emergência climática, sobre a necessidade de mudança, mas também sobre os elevados riscos associados aos estados totalitários. No entanto, onde existem guerras e ditaduras, existe sempre quem resista, quem procure um caminho alternativo e este é também um livro sobre a resistência e o poder da amizade.
Foi uma leitura que prendeu a minha atenção desde início, sendo que a história nos envolve e lê-se rapidamente. A curiosidade sobre o desfecho era enorme e gostei imenso do final.
Decidira que chegava de desculpas e adiamentos, acordos e conferências onde os intervenientes falavam e falavam, mas não levavam a cabo as mudanças concretas e necessárias para a salvação de milhões de vidas. Chegava de petições, marchas, invasões de conselhos de ministros, vandalização de obras de arte, greves de fome e cadeados em fábricas. Decidira ficar com o grupo contra a hipocrisia de quem se dizia preocupado com o assunto, mas não se desviava um milímetro de um estilo de vida consumista e suicida, mesmo perante as notícias diárias de secas históricas, furacões descontrolados e incêndios selvagens, como aquele que, na Austrália, tinha dizimado oito mil coalas e outros cento e quarenta milhões de animais. Cento e quarenta milhões! Não havia outra maneira.
(págs. 10 e 11)
Recomendo muito a leitura deste livro!
Boas leituras!
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